CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
Lei Nº 13.105, de 16 de Março de 2015.
Artigo 789
O devedor responde com todos os seus bens presentes e futuros para o cumprimento de suas obrigações, salvo as restrições estabelecidas em lei.

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Resumo Jurídico

O que acontece com o patrimônio em caso de dívida: Uma análise do Art. 789 do CPC

O Código de Processo Civil (CPC) estabelece regras claras sobre como as dívidas devem ser pagas e o que acontece com o patrimônio de quem não cumpre com suas obrigações. O artigo 789 é fundamental para entender esse processo, pois determina que todo o patrimônio do devedor responde pelas dívidas assumidas.

O que significa "todo o patrimônio"?

Isso quer dizer que, em caso de inadimplência, não apenas o dinheiro em conta ou bens específicos podem ser utilizados para quitar a dívida. Bens como:

  • Imóveis: casas, apartamentos, terrenos.
  • Veículos: carros, motos, caminhões.
  • Dinheiro: saldos em contas bancárias, aplicações financeiras.
  • Ações e cotas de empresas: participações em negócios.
  • Outros bens: joias, obras de arte, etc.

Todos esses bens, e qualquer outro que possa ser avaliado em dinheiro, podem ser usados para satisfazer o crédito do credor.

A importância da responsabilidade patrimonial

Essa regra, conhecida como responsabilidade patrimonial, tem um objetivo principal: garantir que o credor receba o que lhe é devido. Sem ela, o devedor poderia simplesmente se desfazer de seus bens ou ocultá-los, deixando o credor sem meios de reaver seu crédito.

Exceções: O que NÃO pode ser usado para pagar dívidas?

É importante ressaltar que existem algumas exceções legais a essa regra. O CPC, em outros artigos, protege certos bens que são essenciais para a subsistência do devedor e de sua família. Por exemplo, bens considerados impenhoráveis como:

  • Bens que compõem o imóvel onde o devedor e sua família residem (bem de família legal).
  • Objetos de uso pessoal e profissional essenciais para o exercício da profissão.
  • Salários, vencimentos, aposentadorias e pensões, em regra geral.
  • Livros, máquinas, ferramentas, etc., necessários ao exercício de qualquer profissão.
  • Os valores até uma certa quantia depositados em caderneta de poupança.

Essas exceções visam equilibrar a necessidade de satisfazer o crédito com a proteção da dignidade e da subsistência do devedor.

Em resumo:

O artigo 789 do CPC é a base para a execução de dívidas, estabelecendo que o patrimônio do devedor como um todo está à disposição para o pagamento de suas obrigações. Isso assegura que os credores tenham meios de reaver seus créditos, mas sempre respeitando as proteções legais que visam garantir a dignidade e a subsistência do devedor.